Machismo, PartidAs, Poder Feminino, Trabalho

É GREVE GERAL! Em 2016 teve início mais uma DITADURA no Brasil

Por Helena Teixeira –  anarquista feminista e ativista da PartidA Rio

Há um ano perdemos a legitimidade do nosso voto, fomos ridicularizados mundialmente, vi deputados exaltando torturadores e a volta do Regime Militar, vi a intolerância imperar no povo brasileiro, vi a força e a vontade de um retrocesso social na bancada evangélica onde o Parlamento deveria representar um Estado Laico e descobri que Sérgio Reis é Deputado Federal.

Em contrapartida, vi a força e determinação de uma Mulher que em nenhum momento fraquejou e enfrentou, de cabeça erguida, um #Golpe que foi anunciado no momento de sua reeleição pelo seu opositor. Seguindo o raciocínio, o Golpe se estabeleceu e junto veio a pressa em desmontar uma democracia, tirar benefícios e direitos da população e não satisfeitos, modificar os direitos trabalhistas, educacionais e de saúde garantidos na Constituição.

O “Gigante” acordou e lutou por R$ 0,20, mas vivíamos numa Democracia. Hoje, esse “Gigante” tenta se mexer, mas os gazes e as balas de borracha o faz ter medo. Quando vejo a mídia deturpar a notícia e fazer com que o imaginário das pessoas siga achando que aqueles que lutam por um futuro, são apenas baderneiros que pretendem desestabilizar esse Governo Golpista, ao meu ver, essa mídia também é, Golpista.

Dia 28 de abril faremos uma Greve Geral, a mídia golpista já lança a mentira de que a Greve nada mais é que a tentativa de um determinado Partido Político para atrapalhar as decisões desse desgoverno, além de também interferir nas investigações de um Juiz partidário.

As vezes acredito que aceitar esse “Pacote de Maldades” seja falta de informação, pois a propaganda mentirosa e a dita mídia golpista estão determinadas a convencer que essa é a melhor forma de haver crescimento econômico. Mas vejo pessoas com acesso real à informação e também esclarecidas apoiando e alardeando que irão trabalhar no dia 28 de abril. O egoísmo e a intolerância estão cegando essas pessoas, pois essas cruéis medidas afetarão nossos filhos na saúde, na educação e principalmente nos seus direitos trabalhistas. Não sou especialista em economia ou administração pública, mas é evidente que sem estabilidade no emprego a população jovem jamais conseguirá se aposentar, ou melhor, nossos filhos é que pagarão essa conta enquanto ficamos apáticos e divididos.

Enfim, acredito que só acabando com essa divisão e começando a ver o outro como um Ser Humano que merece viver numa democracia, com garantias de saúde, educação de qualidade e oportunidade de um futuro poderemos vencer esses políticos que deveriam estar lutando por aqueles que o colocaram nesse cargo temporário e não conspirando contra o Povo Brasileiro.

Finalizo afirmando que esse pequeno resumo da Ditadura de 2016 detém muitas questões ainda a debater e cada ponto exposto remete a várias ramificações que agravam ainda mais a nossa cidadania. Somos um povo colorido e capaz de consagrar uma união e levantar o “Gigante” quantas vezes forem necessárias. AVANTE Mulheres!!

As mulheres vão parar o Rio de Janeiro!!

#28A
#GreveGeral
#MulheresVãoParar
#SeNãoSomosImportantesProduzamSemNós

🔥 8M RJ NA GREVE GERAL 28A! 🔥

Procure por nossa faixa roxa e junte-se a nós!

Estaremos em coluna na marcha rumo à Cinelândia às 15h, com concentração no Largo do Paço (Praça XV) às 14h!

Às 17h, estaremos juntas no Ato Unificado na Cinelândia, com falas políticas e atividades culturais!

#NemUmaAMenos
#GreveGeral
#FORATEMER
#ContraAReformaDaPrevidência
#LibertemRafaelBraga
#MariaEduardaPRESENTE

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Entrevista Exclusiva: Márcia Noeli, a Delegada

 

A PartidA Feminista do Rio de Janeiro entrevistou com exclusividade a delegada Márcia Noeli Barreto, mas você sabe quem ela é? A gente te conta mais aqui!!

O Brasil passou a conhecer melhor essa mulher a partir de sua intervenção certeira para interromper o ciclo da violência a que uma mulher estava submetida, televisionado em rede nacional por um reality show de uma emissora de TV brasileira. Márcia Noeli Barreto, policial civil há 31 anos, fez de sua vida profissional uma constante intervenção em situações como essa, onde a violência contra as mulheres tenta ser naturalizada.

Márcia Noeli, que tem uma graduação em Letras e outra em Direito, adiou o início de sua carreira profissional porque atendia ao pedido de seu pai, um pernambucano tradicional, para quem as mulheres deveriam trabalhar apenas em casa. Aos 24 anos, ingressou como detetive na Polícia Civil do Rio de Janeiro, no concurso público de 1986, quando foram admitidas 300 mulheres, num total de 2.200 vagas oferecidas. Até então as mulheres na polícia civil se limitavam a poucas escrivãs, admitidas no concurso de 1983, secretárias e datilógrafas.

A entrada de Márcia Noeli na Polícia Civil em 1986 não foi à toa. No mesmo ano, em 18 de julho, foi inaugurada a primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro, no Centro da cidade do Rio, onde Márcia ficou lotada como detetive. Em 2002, tornou-se Delegada Titular da DEAM Centro, mas passou também por outras 3 DEAMs, no cargo de Delegada. Mais tarde, assumiu a direção da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, responsável pelas 14 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher existentes hoje no estado.

As 14 Deams fazem, juntas, cerca de 35 mil registros de ocorrência de violências variadas contra mulheres, por ano. Além disso, nas 146 Delegacias Distritais existentes no estado também é possível fazer denúncias de crimes cometidos contra mulheres. Márcia reconhece que a cobertura das DEAMs ainda não contempla um grande número de municípios e que, para muitas mulheres, a polícia civil é a única referência para buscar ajuda e se proteger da violência. São os paradoxos de uma política pública que ainda está em construção.

Com anos de experiência no trato diário com mulheres sobreviventes de violência, a Delegada avalia que a DEAM é parte de uma rede de serviços de atendimento a mulheres mais complexa, desempenhando um papel de “porta de entrada” nessa rede. Em outras palavras, a partir da DEAM as mulheres deveriam poder ter acesso a outros serviços da rede, que se complementam no difícil trabalho de responsabilizar os autores da violência, mas também de promover os direitos dessa mulher violentada. Marcia ressalta que essa rede de serviços precisa de vários olhares e saberes distintos: saúde, sistema de justiça, abrigos para as mulheres ameaçadas de morte, centros especializados de atendimento à mulher, etc. Essa é uma rede que necessita de mais recursos financeiros, mas também de recursos humanos e de formação específica para a compreensão da violência de gênero.

Nessa entrevista para a PartidA Feminista Rio, vamos conhecer um pouco mais de sua trajetória de vida e trabalho, nos anos dedicados ao enfrentamento à violência contra as mulheres, mas também de sua batalha interna na Polícia Civil, pela constante legitimação e garantia de direitos das mulheres.

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